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Igil entra na Era do CTP

Uma das maiores gráficas de tradição familiar do interior de São Paulo abraçou de vez a tecnologia do Computer-toPlate. A Indústria Gráfica Itu, Igil, adquiriu em março um CtP térmico PlateRitle 4300S, da Dainippon Screen. O processo foi coordenado principalmente pela nova geração, a terceira desde a sua fundação por Gildo Guarnieri, que vislumbrou na tecnologia uma oportunidade de oferecer impressos de maior qualidade a seus clientes e de fincar, definitivamente, os pés nos sistemas gráficos digitais.

"Houve um pouco de resistência de nossos pais. O tipo da coisa, ‘se está funcionando com filme, por que mudar?", explicou Leopoldo Guarnieri. "Mas, agora, todos estão muito satisfeitos com o CtP."

E, de fato, CtP PlateRite 4300S parece ter se tornado grande estrela da gráfica. Em menos de um mês de instalação, o equipamento já é responsável por quase 90 % dos processos de produção de chapas, substituindo os processos convencionais com fotolitos. Além disso, outro destaque é que o CtP entrou em funcionamento pleno quase que imediatamente após sua chegada à gráfica.

Segundo Grazianai Guarnieri, isso se explica pelo fato de a gráfica já ter absorvido totalmente, há oito meses, a etapa da pré-impressão. "Montamos uma área interna de pré-impressão, onde já realizávamos sem problemas processos de gerenciamento de cores e imposição de páginas para filmes. A entrada do CtP praticamente foi um processo natural, sem problemas", disse. "No princípio, achamos que haveria um equilíbrio entre os trabalhos com fotolito e com as chapas gravada diretamente em CtP. Mas, logo que entrou em funcionamento, o equipamento praticamente absorveu 90% dos trabalhos. E, o mais importante, os clientes têm percebido e elogiado a qualidade dos impressos", salientou Miguel Guarnieri Júnior.

Leopoldo explica ainda a escolha pela tecnologia Screen, representada no Brasil com exclusividade pela T&C, e que está sendo utilizada para processamento de chapas térmicas Fuji. "Optamos por um equipamento Screen pela tradição de qualidade que seus produtos têm", explicou. Além disso, preferimos a tecnologia térmica porque achamos que é aquela que está mais estabilizada no mercado, com um maior número de fornecedores de chapas. As grandes empresas de CtP apostam na tecnologia térmica e isso foi fundamental na nossa decisão."

"Foi uma questão de custo e benefício. Achamos que agora era o momento certo de investir em um CtP porque o custo da tecnologia caiu e os sistemas são totalmente confiáveis", complementou Miguel. Outro benefício imediato que está sendo colhido com a PlateRite é o ganho de tempo. "Os processos estão mais rápidos", destacou Graziani. "Antes, tínhamos que esperar o filme, a aprovação do cliente, para gravar a chapa e fazer o trabalho entrar em máquina. Hoje, é direto. O ganho de tempo é enorme. O setup é mais rápido e a qualidade é visivelmente melhor". Com o processo tradicional de gravação de chapas, o volume produzido girava em torno de 1500 unidades/mês; com o CtP, Miguel estima que esse valor chegue a 1800 chapas/mês. Além do CtP PlateRitle, que tem capacidade para processar cerca de 21 chapas/hora, a Igil conta em seu parque digital com duas impressoras Epson (4800 e 7000) para provas de layout e cores, softwares OneVision nos módulos Impose, Edit e Check para conferência e fechamento dos arquivos digitais, e sistemas GMG para gerenciamento interno de cores.

Fonte: Revista Desktop - Edição nº 97 - Abril/Maio 2007

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